| Nesse momento pós-copa, em que as eleições são assunto principal da sociedade brasileira, veio-me um pensamento, uma dúvida. Eu me pergunto:por que as pessoas são obrigadas a votar? Enquanto se discuti a validade do regime democrático junto ao estado nacional, ainda temos que ser obrigados a votar. Além disso, a eleição parece já estar ganha desde o momento que Lula disse que seria candidato a reeleição. O espetáculo da democracia cada dia perde mais o seu sentido, perde sua credibilidade, ainda assim milhões de pessoas são desnecessariamente obrigadas a votar. Eu sei que minhas lamurias não surtirão qualquer efeito, mas perto das eleições esta questões me abatem. E eu só penso:eu tenho que fazer campanha para anulação dos votos. É o único gesto que posso fazer por enquanto a respeito. A entrevista da Heloísa Helena no Jornal Nacional foi um insulto a inteligência dos eleitores, questões ridículas, quem viu o Roda Viva com a candidata, não pode acreditar que o jornal da emissora Globo, seja no mínimo respeitável.
Um primeiro ponto que queria salientar do texto do João era sobre o regime socialista. Usar retórica pra falar que ouve um regime socialista e não mostrar um conteúdo histórico sobre o assunto, parece mostrar apenas disputa de ideologia (mas é isso mesmo que o pensamento humano deve fazer) sem um pouco de requinte um pouco mais apurado. Que não deveria faltar ao meu colega, como a senadora do PSOL. Esta disse que não houve nenhum regime socialista de fato e como ela provou? Ela não provou. João disse que os regimes, as experiências não acontecem como seus arquitetos idealizam. Mas a experiência socialista russa (chinesa, coreana, cubana, etc.) realmente foi uma experiência socialista que não tinha nada em comum com as teses de Marx ou realmente não foi inspirada em nada no pensamento do filosofo alemão? Se a experiência russa foi uma experiência socialista imperfeita em relação ao pensamento marxista, em que medida isto se deu? O discurso de Heloisa Helena e o texto do João apontam apenas desejos ideológicos válidos, mas sem a explicação um pouco mais refinada da ciência histórica. A discussão retórica desses fatos é interessante, mas discutir um fato histórico (a experiência prática do socialismo) sem referência aos acontecimentos empobrece o debate. A retórica do João na minha opinião está mais próxima de uma conceituação real do fato, mas como estudante de história não poderia faltar uma estruturação mais profunda do debate. Ele articulou bem seu pensamento mostrando como idealmente as experiências nem sempre acontecem com fora escrito. Mas mesmo assim não conseguiu um discurso que possa realmente provar a existência de um regime socialista.Sua evidencia teórica está claramente “carapaça vazia, destituída de sentido e sem eficácia prática”, onde está a práxis da sua elaboração teórica, na sua afirmativa.
Quando ele formula a forma mais chique do ditado do Zé, ele o faz de uma forma duvidosa.
Primeiro, porque ele faz uma dupla negação, uma tradução poderia ser: A elaboração teórica não pode não ter necessidade da práxis social. Foi isso mesmo que você quis dizer?
Segundo, ele usa o conceito de práxis a priori com o sentido simples de prática social, o que para Marx seria o conjunto do que ele acabara de conceituar ou seja a práxis seria assim: A elaboração teórica que não pode prescindir da prática social.
Ademais, crianças não abusem exageradamente da epistemologia, cuidado com o uso deliberado dos conceitos e votem nulo em outubro. Hahahahaha!!!!
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1 Comments:
Zé mané, demorou tanto pra escrever um texto e nem título você coloca?
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